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Após um post publicado pelo The Information na segunda-feira (10/05), apontando possíveis laços entre fornecedores da Apple e programas de trabalho forçado de muçulmanos uigures, Tim Cook entrou na mira de um legislador dos EUA. O CEO da Apple recebeu na terça-feira (11/05) uma carta do deputado republicano Ken Buck, do estado do Colorado, na qual ele demonstra muita preocupação com a situação exposta.

Buck pede a Cook que esclareça a relação da Apple com cada uma das sete empresas da China listadas pelo site, fornecendo documentação relativa a investigações internas sobre trabalho forçado ou abusos aos direitos humanos. O relatório citou as empresas Advanced-Connectek, Luxshare Precision Industry, Shenzhen Deren Electronic Co., Avary Holding, AcBel Polytech, CN Innovations e Suzhou Dongshan Precision Manufacturing Co., que fornecem peças e serviços à fabricante americana.

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O deputado também solicita uma descrição completa do processo que a Apple empreende para garantir que seus fornecedores não explorem os trabalhadores. Além disso, Buck quer saber como a Apple pretende manter as infrações relacionadas aos direitos humanos fora de sua cadeia de suprimentos. Tim Cook tem até o dia 15 de junho para responder aos questionamentos.

A Apple e os muçulmanos uigures

A Apple tem se comprometido a acabar com os abusos aos direitos humanos, incluindo trabalho infantil, condições precárias de trabalho e de vida e horas extras forçadas em instalações administradas por empresas chinesas. Entretanto, a empresa continua sendo criticada por agir pouco nesse sentido, como ocorreu em dezembro. Na época, uma coalizão formada por mais de 150 grupos ativistas na Ásia escreveu uma carta à Apple exigindo, dentre outras coisas, mais ações da empresa pelos direitos humanos na região, inclusive pela população uigur.

Além dos pedidos da coalizão de ativistas, podemos apontar um outro caso recente importante que envolve a empresa e a comunidade muçulmana que vive no território autônomo de Xinjiang, noroeste da China. Em março, publicamos sobre a existência na App Store de aplicativos criados por um grupo paramilitar chinês acusado de participação no genocídio uigur. Assim, talvez seja realmente necessário uma postura mais incisiva por parte da Apple em suas ações de forma a proteger a delicada situação dos muçulmanos uigures.

Via Apple Insider

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Imagem: JordiStock/iStock