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A empresa de cibersegurança e privacidade digital Kaspersky analisou mais de 185 dispositivos de mídia de armazenamento, e descobriu que 90% dos celulares descartados ainda continham informações pessoais importantes dos antigos donos. O experimento foi realizado durante dois meses, e também descobriu que 16% dos celulares de segunda-mão permitiam acesso imediato a essas informações dos donos.

Além disso, os pesquisadores da Kaspersky também apontaram ser possível extrair dados de 74% dos celulares analisados usando o método esculpimento de dados ou file carving. As informações pessoais que podem ser extraídas de celulares descartados vão de compromissos em calendários, anotações, fotos, vídeos, informações bancárias, senhas e logins, e até dados médicos.

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Usar criptografia é sempre recomendável

Fora as informações do antigo dono, os pesquisadores descobriram que 17% dos celulares descartados analisados continham algum tipo de malware. Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, acredita que o experimento aponta duas coisas importantes na hora de vender ou descartar seu celular.

Em suas palavras: “primeiro, temos que criar o hábito de usar criptografia sempre que formos armazenar uma informação em um dispositivo externo, pois ele pode ser perdido, roubado ou esquecido.” Além disso, ele recomenda ter “cuidado na hora de descartar ou vender um dispositivo com uma mídia de armazenamento. Apagar os dados ou formatar o disco não é o suficiente, pois qualquer pessoa com algum conhecimento da tecnologia poderá recuperar essas informações. É necessário realizar uma limpeza completa [restaurar o celular para o padrão de fábrica], além de uma fragmentação completa”, afirma Assolini.

Segundo ele, é bom lembrar que informações esquecidas em celulares descartados podem apresentar perigo não só para o dono, mas para sua família e a empresa onde a pessoa trabalha.

Imagem: Ashkan Forouzani (Unsplash)

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