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A Fitbit anunciou o lançamento de um estudo que busca desenvolver um novo método de medida da pressão sanguínea — especificamente, direcionado a proprietários do smartwatch Sense Versa 3, fabricado pela empresa. A ideia é possibilitar isso num relógio sem funcionalidade específica de pressão, só com medidor de batimentos. E, caso o estudo renda frutos, a Fitbit acredita que poderá popularizar a avaliação de pressão do sangue da mesma forma que se tornaram as medidas de oxigenação, batimentos cardíacos e outras métricas de monitoramento do corpo.

Segundo a empresa, que foi adquirida pelo Google há alguns meses, o formato atual exige o uso de um dispositivo que muitas pessoas não têm em casa, o que faz com que avaliações desse tipo sejam feitas apenas com a consulta média, uma ou duas vezes por ano. “A pressão alta do sangue é conhecida como o ‘assassino silencioso’ por um motivo. Os sintomas raramente são óbvios, mas uma pressão alta sem o controle pode aumentar o risco de doenças do coração ou derrames — duas das principais causas de óbitos das pessoas nos Estados Unidos. Cerca de um em cada dois adultos têm pressão alta, mas muitos sequer sabem disso”, disse a Fitbit.

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Imagem mostra um smartwatch Versa 3, da Fitbit. Empresa está conduzindo estudo para desenvolver um novo método de avaliação da pressão sanguínea por meio de seus acessórios

O smartwatch Versa 3, da Fitbit, será a ferramenta de um estudo da empresa para desenvolver um novo método de avaliação da pressão sanguínea por meio de seus acessórios (Imagem: Fitbit/Divulgação)

Basicamente, a ideia do estudo é avaliar uma métrica clinicamente conhecida como “PAT” (sigla em inglês para “Tempo de Chegada da Pulsação”, ou seja, o tempo que leva para o sangue chegar no pulso do braço após seu coração bater uma vez). A Fitbit, por meio da divisão Fitbit Labs, quer testar a teoria de que há uma conexão a ser identificada nessa métrica e quer recolher mais dados.

“Estudos anteriores encontraram uma correlação entre o PAT e a pressão sanguínea, mas essa correlação não era forte o suficiente para prever a pressão sanguínea”, disse a empresa. “Essas investigações eram limitadas ou por pequenas amostras de dados ou ambientes específicos como unidades de terapia intensiva. O Fitbit Labs também encontrou essa correlação em um estudo menor e interno. Este novo estudo vai estender esse trabalho a uma população mais variada, a fim de descobrir como as medidas de PAT podem mudar de acordo com uma série de condições”.

Para isso, a Fitbit vai enviar notificações a proprietários de smartwatches da linha Sense acima de 20 anos de idade, nos Estados Unidos, por meio do aplicativo dedicado do acessório vestível. Caso tenha sucesso, a Fitbit espera ampliar o volume de diagnósticos antecipados de hipertensão e outros problemas ocasionados pela variação da pressão sanguínea.

Via Fitbit, pelo blog oficial

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