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Um levantamento realizado pela Kaspersky, empresa especialista em cybersegurança, apontou que o público mais jovem é menos cauteloso quando os apps pedem autorização para liberar a câmera do dispositivo – seja ele um smartphone, tablet, computador ou notebook. O percentual total de pessoas que aceita essa liberação é de 23%, sendo que é maior nos com idade entre 25 e 34 anos – 27%.

O levantamento feito de forma global, com 15 mil entrevistados, mostrou que somente 9% entre as pessoas com 55 anos ou mais permite que os apps tenham acesso às câmeras. Entre os entrevistados dessa idade, 38% asseguraram que nunca deram sinal verde para liberar a câmera ou outro periférico que possa prejudicar a privacidade, como o microfone. Entre os jovens, somente uma parcela de 9% admitiu nunca ter liberado essa permissão aos aplicativos quando solicitado.

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Temor no Brasil é ainda maior

O estudo chamado “Riscos de Cibersegurança para o consumidor” mostrou que, no recorte direcionado exclusivamente para o Brasil, o temor de liberar a câmera para os apps é ainda maior. De acordo com os números da Kaspersky, 70% dos brasileiros se preocupam se estão sendo espionados pela webcam, e 73% temem ter a privacidade invadida por um software malicioso.

Imagem mostra gráfico produzido pela empresa Kaspersky, que simboliza o temor das pessoas em liberar a câmera do celular para os apps

Imagem mostra gráfico produzido pela empresa Kaspersky, que simboliza o temor das pessoas em liberar a câmera do celular para os apps / Divulgação: Kaspersky

O relatório mostrou ainda que 43% dos brasileiros se preocupam com pedidos de acesso ao instalarem um novo programa ou app, e que 20% da população do País é mais cuidadosa com as webcams em comparação com outros países da América Latina, sendo que 15% dos colombianos e 14% dos mexicanos não permitem que aplicativos e serviços acessem seus microfones ou webcams.

“Muitas pessoas ainda não estão familiarizadas com os protocolos de segurança relacionados ao uso de webcams. No entanto, observamos uma tendência positiva no aumento da conscientização da cibersegurança, já que os internautas começaram a tomar medidas preventivas e verificar as permissões antes de autorizar o acesso à câmera e ao microfone”, comentou Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil. Segundo a empresa, 1 em cada 7 brasileiros, mesmo com temor, sempre permite que aplicativos e serviços possam acessar o microfone ou a webcam.

Bom senso é a chave

Uma das principais preocupações para seis em cada dez adultos entrevistados, de acordo com a Kaspersky, é ser assistido por outras pessoas pela webcam sem ter dado consentimento para isso, ou seja, por meio de um malware. De acordo com Marina Titova, chefe de marketing de produtos da empresa de cibersegurança, a chave para evitar constrangimentos é bem simples: bom senso.

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Segundo a executiva, se a pessoa prestar atenção em quais apps estão pedindo para liberar a câmera, boa parte das dores de cabeça serão evitadas. Um aplicativo de videochamadas, como Zoom ou WhatsApp, claramente precisará do sinal verde para poder trabalhar, mas uma calculadora, por outro lado, não tem qualquer motivo para pedir acesso à câmera ou microfone e, assim, deve ter a solicitação negada.

“Estamos observando agora é uma forte tendência positiva de maior conscientização sobre a segurança online e ameaças potenciais. Isso leva a um comportamento mais proativo do consumidor, como tomar ações preventivas e verificar as permissões antes de permitir o acesso ao vídeo e ao microfone”, comentou, reforçando as palavras do analista de segurança da Kaspersky.

Via Tech Radar

Imagem: Geber86 (iStock)