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Em mais um episódio envolvendo o Google e o Tribunal da Austrália, a loja de apps e jogos Epic Games resolveu processar a empresa de Mountain View por condutas anti-competitivas, que infringem as leis de consumidores. Além disso, a gigante de tecnologia também é acusada de desrespeitar a lei de Competição e Consumo, de 2010.

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Entenda o processo da Epic contra o Google na Austrália

A Epic está basicamente processando o Google por sua fatia de porcentagem do valor de compra em seus aplicativos, apontando que a empresa “abusa de seu controle sobre o sistema Android”. De todos os pagamentos de aplicativos administrados pela Play Store, 30% de cada transação vão direto para o Google, o que muitos desenvolvedores e empresas de tecnologia apontam como abuso de poder mercadológico.

“O Google dá a ilusão de ser aberto por argumentar sobre a presença de lojas de apps diferentes em sua plataforma ou permitir o download direto de aplicativos de terceiros,” disse o CEO da Epic Games, Tim Sweeney, em uma publicação no site da loja de jogos. “Mas na realidade estas situações são tão raras que elas nem sequer causam um arranhão no monopólio do sistema operacional Android.”

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No processo, Sweeney aponta que a Play Store pressiona e aterroriza os usuários a não baixarem nada que seja proveniente de terceiros acusando-os de “serem arriscados”. Para fins de contexto, o Fortnite, carro-chefe das jogatinas da Epic Games, não está mais nem na loja do Android e nem no iOS, e acaba sendo um dos apps afetados pela pressão.

Processo lembra a ação contra Apple

O processo contra o Google na Austrália é um parecido com o da Epic contra a Apple, na qual a primeira processou a empresa de Cupertino pelas mesmas taxas obrigatórias em cada transação na App Store. Os aplicativos no iOS, entretanto, só podem ser baixados pela loja, o que torna o caso um pouco diferente.

Via The Verge

Imagem: Ethan Brooke/Pexels/CC