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Tomando como base as diretrizes de sua comunidade, o YouTube removeu cinco canais de sua plataforma que eram administrados por militares de Myanmar. A rede social de vídeos resolveu tirar do ar os conteúdos considerados nocivos produzidos pelos golpistas que tomaram de assalto o país do sudeste asiático.

Entre os canais removidos, estão a MRTV (Myanmar Radio and Television), rádio e televisão estatal de Myanmar, e a Myawaddy Media, de propriedade dos militares, que transmitiam notícias, esportes, propaganda militar e hinos marciais. Os detalhes sobre as remoções não foram dados pela plataforma, mas o procedimento segue um caminho que foi adotado pelo Facebook há uma semana.

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A rede social de Mark Zuckerberg resolveu tomar partido na questão, e baniu indefinidamente os perfis dos militares e do exército de Myanmar, em virtude do risco de manter em atividade os conteúdos que eram publicados por esses golpistas após a derrubada do governo de Aung San Suu Kyi.

38 mortos durante repressão dos militares em Myanmar

Os últimos dias estão sendo de intensa violência no país e esta semana foi marcada por um de seus capítulos mais sangrentos. Na quarta-feira, 3 de março, durante os protestos contra o golpe em andamento em Myanmar, 38 pessoas foram mortas, segundo as Nações Unidas. A repressão dos militares contra os manifestantes foi realizada com extrema brutalidade, incluindo o uso de projéteis reais em algumas áreas.

Desde o primeiro dia de fevereiro, após as eleições vencidas em novembro do ano passado pelo governo de Aung San Suu Kyi, os militares de Myanmar estão à frente do poder no país. Um dos primeiros movimentos dos golpistas foi bloquear o acesso dos cidadãos ao Facebook, ao Instagram e ao Twitter. Esses ataques à liberdade de expressão tinham como objetivo censurar as pessoas contrárias aos atos promovidos pelos militares, além de mitigar a organização da sociedade civil pelas redes sociais.

Os militares golpistas de Myanmar buscam usar de forma sistemática mídias como o YouTube, Facebook e Twitter para defenderem sua posição e justificarem seus atos, assim, é compreensível que empresas como o Google e o Facebook se posicionem claramente sobre o tema. Além disso, em meio às publicações, há registro de intenso discurso de ódio e desinformação. Um dos casos emblemáticos ocorreu no TikTok, com soldados e policiais militares armados ameaçando de morte manifestantes contra o golpe.

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Via The New York Times e Reuters

Imagem: Olivia Marié/Pixabay/CC