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MyHeritage é um serviço de genealogia que vende principalmente testes de DNA. Ontem, numa conferência sobre história familiar, a empresa revelou uma nova função chamada “deep nostalgia”,  que usa inteligência artificial para fazer animações estilo deep fake de gente morta, no caso aqui sendo parentes há muito tempo falecidos dos usuários.

O resultado das animações mostra essas pessoas do passado mexendo os olhos, inclinando a cabeça e mudando a expressão facial. A função deep nostalgia já viralizou nas redes sociais com as pessoas compartilhando parentes que nem chegaram a conhecer em retratos que parecem saídos dos quadros dos corredores de Hogwarts.

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Fazer deep fakes de gente morta aparentemente é uma tentativa da MyHeritage de usar as emoções das pessoas para coletar dados dos usuários e alavancar seus outros serviços pagos, como apontou o TechCrunch. Quem quiser animar uma foto de um antepassado pode fazer isso de graça no site da companhia. Mas só é possível ver a deep fake do seu parente (ou algum famoso do passado) dando seu endereço de e-mail, as fotos que você quer animar, e aceitando os Termos e Condições de Serviço do site e sua política de privacidade.

E é aí que começam os problemas. Ano passado, o Conselho de Consumidores da Noruega [CCN] deu queixa da MyHeritage para as autoridades de proteção ao consumidor e de dados do país. A avaliação legal do CCN apontou que os Termos e Condições de Serviço da empresa, que os clientes precisam aceitar para ter acesso ao serviço, eram “incompreensíveis”. E em 2018, hackers invadiram o site da MyHeritage e venderam dados de usuários roubados na deep web.

No final das contas, fica a questão: o que seus parente falecidos iam achar de ter o rosto transformado em deep fakes para vender testes de DNA e ganhar uns likes na internet.