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Além de ter seu dispositivo de realidade virtual, o Oculus Quest, o Facebook parece estar planejando entrar no ramo de realidade aumentada. E uma promessa para smart glasses é o reconhecimento facial – permitir ao usuário ver em seus óculos coisas sobre as pessoas só de olhar para elas.

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Diferente de funções como criação de ambientes 3D, envio de notificações na lente e controle de rotas, o reconhecimento facial pode esbarrar em problemas legais caso seja realmente implementado em smart glasses, ainda mais vindo do Facebook. A empresa de Mark Zuckergberg enfrenta diversas polêmicas relacionadas a política de privacidade há algum tempo, e isso pode colocar ainda mais lenha na fogueira.

De acordo com o BuzzFeed News, em uma reunião virtual com funcionários da empresa, o vice-presidente de realidade aumentada e virtual do Facebook, Andrew Bosworth, confirmou que ainda está avaliando junto às autoridades se existe algo que dificulte legalmente o lançamento de smart glasses com reconhecimento facial. “Reconhecimento facial pode ser a questão mais espinhosa, onde os benefícios são tão claros e os riscos são tão claros, e não sabemos como equilibrar essas coisas”, disse ainda durante a reunião.

Apesar de dizer que nada está definido, Bosworth confirmou que as leis podem atrapalhar uma função que faz com que às pessoas consigam reconhecer umas as outras com base em um banco de dados de seus rostos.

Enorme banco de dados

A preocupação faz todo sentido. Afinal, o Facebook seria o maiores bancos de dados de reconhecimento facial do mundo. Já existe própria rede social um sistema que identifica e sugere a presença de outros usuários em fotos postadas na plataforma. O que o FB afirma nunca ter sido exportado para ninguém, com o banco de imagens mantido de forma segura.

Bosworth falou durante a entrevista que o reconhecimento facial poderia ser usado para ajudar pessoas a lembrarem o nome de alguém que esqueceu ou auxiliar usuários cegos. No mesmo evento, a diretora de privacidade do Facebook, Maxine Williams, considerou que o reconhecimento facial nos smart glasses pode trazer problemas de discriminação para a plataforma e ressaltou que “só porque você pode [desenvolver a tecnologia] não significa que o fará”.

Aqui no Brasil já tivemos exemplos de tecnologias de reconhecimento facial sendo proibidas. Em 2018 o Metrô de São Paulo adicionou portas especiais com câmeras que identificavam usuários. O projeto foi criado em parceria com a LG e previu a instalação de telões inteligentes em quatro estações da linha 4 amarela. Na época, foi dito que as imagens dos passageiros seriam armazenadas por 30 dias e seriam usada para marketing direcionado. Depois de uma série de polêmicas e processos, o sistema foi abandonado.

Sobre os óculos inteligentes do Facebook, a expectativa é de que os acessórios sejam lançados até o final deste ano.

Via BuzzFeed News

Imagem: Pixabay (Geralt)