AppleNotíciasApós vitória política, Apple não terá que oferecer alternativas à App Store

Felipe Marsola Monteiro3 semanas atrás5 min

Incomodado com as taxas que precisam pagar na App Store, um grupo de empresas desenvolvedoras de apps entrou no senado americano com um projeto de lei contra a Apple e o Google. Acolhida por Kyle Davison, senador estadual da Dakota do Norte, a proposta não foi aprovada. No total, recebeu 11 votos a favor e 36 contra, configurando uma vitória política da empresa de Cupertino que poderá manter a exclusividade de sua App Store.

O projeto foi entregue ao senador Davidson pelo lobista Lacee Bjork Anderson, mas ele representava os interesses da CAF (Coalisão por Equidade nos Apps), que representa a Epic Games, o Match Group, o Spotify e outras desenvolvedoras gigantes. De acordo com o texto, era prevista a extinção do pagamento da taxa de 30% em cima das vendas dos apps (cobrada pelas duas empresas); a possibilidade de pagamentos com outras ferramentas além dos serviços nativos; a liberdade para que os aplicativos possam ser baixados por outros meios que não as lojas dos sistemas operacionais.

Por mais que o Android já permita downloads de apps fora da Play Store, isso poderia remover a exclusividade da loja de aplicativos da Apple. Além disso, ao remover a taxa, o projeto causaria um impacto de US$ 33 bilhões (R$ 177 bilhões aproximadamente) às Big Techs. Em matéria do New York Times, o engenheiro chefe de privacidade da Apple comentou que “isso ameaçaria destruir o iPhone como conhecemos” caso a lei fosse aprovada. A vitória política que protegeu a App Store, porém, pode ser uma batalha vencida em uma “guerra” contra as líderes da tecnologia.

Limitando o poder das gigantes

Esse projeto de lei não é o primeiro que surge como forma de tentar conter o poder das grandes empresas de tecnologia. A União Europeia vem se movimentando com seu pacote de leis chamado Ato de Serviços Digitais que quer estimular pequenas empresas de desenvolvimento de apps locais. A Austrália também já articulou um mecanismo para cobrar o Google por exibir notícias de veículos jornalísticos do país.

Segundo a matéria do New York Times citada acima também aponta outros projetos de lei que estão surgindo em Nova Iorque, Florida e outros estados americanos. Aparentemente, o modelo de negócios que confere uma certa onipresença e onipotência ao Google ou à Apple, por exemplo, não é muito benéfico para o mercado. Como disse a senadora Karla Rose Hanson sobre o caso da decisão favorável a Apple no projeto de lei sobre os rumos da App Store na Dakota do Norte, essas articulações estão abrindo discussões importantes sobre o assunto.

Via The Verge

Imagem; Ymgerman (iStock)