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O caso sobre a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) dos EUA e as gigantes telecoms chinesas continua a dar pano para manga. Se na semana passada a ideia era tirar da lista as empresas da bolsa americana, isso antes do dia 11/01 (segunda que vem), agora, a situação é completamente diferente.

Segundo um comunicado emitido pela Bolsa de Nova York dos EUA, a decisão que atingiu as três telecoms chinesas foi tomada “à luz de novas consultas às autoridades regulatórias relevantes”. O resultado, após a notícia, não poderia ser outro: as ações negociadas em Hong Kong nas empresas estatais China Mobile Ltd, China Telecom Corp Ltd e China Unicom Hong Kong Ltd subiram. Apesar disso, ainda existe sim a possibilidade delas serem retiradas, segundo uma fonte da Reuters.

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O acontecimento vem de encontro a um questionamento comum no governo americano do presidente Donald Trump, em semanas anteriores, diante de tal ação: falta clareza sobre a implementação e as implicações da proibição dos EUA de investir em 35 empresas chinesas classificadas como tendo ligações militares. “Isso mostra quão pouco claro é esse conjunto de orientações regulatórias até agora, especialmente no momento em que os EUA estão mudando o governo”, disse Tariq Dennison, diretor-gerente da GFM Asset Management em Hong Kong.

Reviravolta causa polêmica entre especialistas do setor dos EUA

A reviravolta causou polêmica entre os especialistas: alguns analistas disseram acreditar que a bolsa foi informada pelo Office of Foreign Assets Control, que é responsável por aplicar as sanções, que as remoções eram desnecessárias, embora o investimento em empresas relacionadas tenha sido proibido.“Achamos que esta é a conclusão lógica”, disse o analista da Jefferies Edison Lee, que chamou a reviravolta de “bizarra”. Outros acrescentaram que a reversão fazia sentido para a bolsa. “A China é responsável por pelo menos um quarto da receita externa dos EUA (bolsas de valores). É uma coisa inteligente a se fazer”, disse Francis Lun, CEO da Geo Securities.

E foi justamente o decreto de novembro do governo de Trump que fez com que as empresas de índices, incluindo FTSE Russell e MSCI Inc, cortassem uma dúzia de empresas chinesas da lista de seus índices de referências, mas nenhuma removeu as três empresas de telecoms, todas com grandes fundos passivos norte-americanos entre seus principais acionistas. Logo, as empresas de telecoms disseram, em comunicados, que tomaram conhecimento do último anúncio da Bolsa e divulgariam informações de acordo com os regulamentos, acrescentando que os investidores devem prestar atenção aos riscos de investimento.

Por fim, o Ministério das Relações Exteriores da China criticou o que chama de ampliação do conceito de segurança nacional dos EUA para suprimir as empresas chinesas, reafirmando que o status dos Estados Unidos como um centro financeiro internacional depende da confiança que as empresas e investidores globais têm na certeza de suas regras. E, obviamente, fato que os números não negam: as ações listadas em Hong Kong da China Mobile fecharam em alta de 5% nesta terça-feira, 5, enquanto China Telecom subiu 3% e China Unicom avançou mais de 8%.

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