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O Facebook trabalha para lançar uma ferramenta de serviços que conecte os “gig workers” (entregadores e motoristas cadastrados em empresas de tecnologia) a usuários à procura de reparos domésticos ou trabalhos autônomos, segundo o site The Information. A ideia é competir com o TaskRabbit e serviços semelhantes. O TaskRabbit é um app famoso nos Estados Unidos no qual é possível contratar profissionais para montar móveis ou instalar prateleiras em casa, entre outros serviços.

A nova ferramenta de serviços funcionaria no Marketplace, seção destinada a compras e vendas no Facebook. O recurso, inaugurado em 2016 pela empresa americana, já reúne 800 milhões de usuários. Também de acordo com as informações, o Facebook pode monetizar a ferramenta de serviços com taxas de transação ou direcionamento de anúncios por comportamento de usuário. A porta-voz da empresa, Lisa Revelli, confirmou que a companhia de Mark Zuckerberg vem explorando a possibilidade de entrar na indústria da “gig economy”, em português, algo como “economia do bico”.

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Recentemente, o Facebook expandiu sua plataforma de comércio eletrônico no Instagram. Agora, os influenciadores podem vender produtos pelos seus perfis. Em outubro, o Facebook anunciou que criadores e marcas podem vincular seus produtos ao Reels, uma ferramenta de vídeos curtos criada para rivalizar com o TikTok. Analistas esperam que o Instagram ultrapasse a marca de 1 bilhão de usuários globais até o final de 2020.

O dilema da “gig economy”

A incursão do Facebook na “gig economy” segue uma decisão recente na Califórnia de que motoristas de aplicativos como Uber e Lyft não sejam considerados equivalentes a “empregados”. A lei, definida em plebiscito estadual, veta que os trabalhadores tenham acesso a direitos básicos como salário mínimo e seguro saúde corporativo. O Uber viu a lei como uma grande vitória.

Durante a pandemia, muitos americanos aderiram à “gig economy” por conta da recessão econômica. A Upwork, uma plataforma que conecta freelancers a empregos formais, constatou um aumento de 24% no número de pessoas à procura desses empregos em relação a anos anteriores.

Imagem: Erik McLean/Unsplash.

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Via The Information e Business Insider