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A notícia veio no último domingo (01/11) através de declaração do Primeiro-Ministro do país do leste europeu, Ludovic Orban, à rádio RFERL. Orban (nada a ver com o Orban da Hungria, o Viktor) afirmou que a Huawei não cumpre as condições de segurança impostas pelo país. O que, segundo ele, pode trazer problemas de segurança nacional. Assim, a Romênia rejeitou a empresa chinesa no processo de construção da rede 5G no país.

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“Sobre o 5G, a chinesa Huawei não pode ser nossa parceira”, afirmou Orban. O Primeiro-Ministro, que é líder do Partido Nacional Liberal, de centro-direita, encontrou acordo com suas declarações na embaixada dos EUA no país. Afinal, Adrian Zuckerman, o embaixador, também alardeou os avisos sobre riscos para a segurança nacional romena que a gigante chinesa possa vir a oferecer. “A Huawei é uma escolha errada, afinal, os comunistas chineses desprezam a liberdade, a lei, os direitos humanos e a verdade”, declarou o embaixador Zuckerman à Radio Free Europe/Radio Liberty (RFERL).

5G “comunista”

Ainda em 2019, Donald Trump e o presidente romeno Klaus Iohannis assinaram um memorando sobre a construção da rede 5G. Nele, desconsideraram qualquer parceria com empresas que pudessem ter “relações estreitas com outros governos”. E então o Primeiro-Ministro Orban adicionou sua preocupação com espionagem e segurança nacional ao memorando.

O argumento é o mesmo usado nos Estados Unidos e no Reino Unido para banir as atividades da Huawei, assim como Bolsonaro no Brasil, que ainda ficou de decidir sobre a questão. Uma questão geopolítica passa a se sobrepor às incertezas a respeito da nova tecnologia e seu alcance como causas da rejeição, entretanto, não há um consenso global sobre a questão.

Se por um lado alguns países ocidentais, mais alinhados ou às políticas e ideias de Trump, ou então dependentes economicamente dos EUA, tendem a dar crédito às acusações de espionagem e rechaçar a empresa, por outro, mais de 40 países africanos enxergam na gigante chinesa uma boa possibilidade de negócios. Por exemplo, a África do Sul, onde ainda nessa semana a Huawei deve lançar um novo de aparelho celular.

Além deles, a Rússia de Putin já conta o 5G da Huawei operando no país desde setembro do ano passado, e tem estreitado relações com a empresa.

5G na Romênia só em 2021

Após a Romênia rejeitar a chinesa Huawei, licitações públicas para a construção da rede 5G só serão abertas a partir de 2021, uma vez que o parlamento local aprovará a legislação referente à nova tecnologia após as eleições gerais do país que ocorrem no próximo dia 6 de dezembro.

Via Gizmochina.