Ícone do site Vida Celular

Quibi, serviço de streaming para celular, fecha após só oito meses

Quibi acaba depois de oito meses

Quibi

Você ouviu falar de Quibi? Não ria do nome, tão culinário por aqui (pronuncia-se “cuíbi” no original). É uma história da pandemia. Quando o Quibi foi lançado no começo do ano, a proposta da plataforma de streaming para celular parecia interessante. O serviço, que recebeu investimentos de grandes nomes como Sony Pictures, Disney e Warner Bros., prometia séries com episódios de 10 minutos ou menos, que inicialmente só podiam ser assistidas por smartphone. O projeto até contava com grandes figurões do cinema; Steven Spielberg estava desenvolvendo uma série de terror para o Quibi que só poderia ser assistida depois do pôr do sol.

Mas menos de um ano depois do lançamento, o Quibi foi dado como morto. O fracasso da plataforma, fundada por Jeffrey Katzenberg, cofundador da Dreamworks, parece ter muitas razões, como a forte competição no mercado de streaming pago atual (pense em Netflix, Disney Plus, Hulu). O plano todo se baseou em uma coisa que ficou obsoleta brutalmente rápido: o conteúdo curto, no celular, era pensado para ser ideal para assistir indo para o trabalho/ A pandemia, assim, com muita gente evitando transporte públic, teve um papel na morte prematura do Quibi.

Além disso, apps como TikTok, Instagram, Snapchat e YouTube oferecem entretenimento curto no mesmo modelo, e de graça. E na questão do preço, o Quibi cobrava US$5 nos EUA, mas a assinatura no Brasil era de R$32,90, e no começo o serviço nem oferecia dublagem ou legenda em português. E mesmo assim, as avaliações das séries da plataforma por sites americanos não eram foram muito positivas.

Apesar de tudo isso, a série de drama policial #FreeRayshawn do Quibi, estrelando Laurence Fishburne, ganhou dois Emmys na premiação em setembro. Agora, com a empresa tentando vender o que restou, pode ser que as produções que ganharam atenção do público reapareçam em outras plataformas.

Via engadget

Sair da versão mobile