Apple 4 de agosto de 2026

8 coisas básicas que o primeiro iPhone não fazia e hoje são padrão

Copiar e colar só chegou dois anos depois. Gravar vídeo exigiu trocar de aparelho. E o modelo original nunca foi vendido oficialmente no Brasil.

4 de agosto de 2026

O primeiro iPhone, lançado em 29 de junho de 2007, não copiava e colava texto. O recurso só apareceu em 17 de junho de 2009, com o iPhone OS 3.0 — quase dois anos depois, e depois de virar a reclamação mais repetida pelos usuários.

Não era o único buraco. Faltavam também 3G, App Store, MMS, gravação de vídeo, papel de parede na tela de início, multitarefa e teclado em paisagem fora do navegador. Oito ausências que hoje seriam inaceitáveis em qualquer aparelho de R$ 800.

O trio que chegou de graça em 2009

Três dessas funções vieram por atualização de software, sem custo, no iPhone OS 3.0.

1. Copiar e colar. Apple demorou dois anos para desenhar a interface de seleção de texto em tela sensível ao toque. O executivo Scott Forstall apresentou o recurso como o primeiro item de uma lista de mais de 100 novidades.

2. Teclado em paisagem. O iPhone original girava o teclado apenas no Safari, o navegador. Para escrever e-mail ou mensagem, o usuário ficava preso ao teclado vertical. O OS 3.0 liberou o modo deitado em Mail, Mensagens e Notas.

3. MMS. O serviço de mensagem multimídia, que permite enviar foto por SMS, chegou no mesmo pacote. Só que com uma pegadinha: a própria Apple avisou, na nota de lançamento, que o MMS funcionava apenas em iPhone 3G e 3GS. O modelo de 2007 ficou de fora para sempre.

Os que exigiram comprar outro aparelho

Quatro ausências não tinham conserto por software.

4. 3G. O iPhone original usava rede EDGE, a chamada 2,5G, muito mais lenta. O 3G só veio com o iPhone 3G, lançado em 11 de julho de 2008, que também estreou o GPS.

5. Gravação de vídeo. A câmera de 2 megapixels do modelo de 2007 tirava foto e nada mais. Gravar vídeo virou possível com o iPhone 3GS, em junho de 2009.

6. Multitarefa. Aplicativos de terceiros não rodavam em segundo plano. O recurso chegou com o iOS 4, em 21 de junho de 2010 — sistema que o iPhone original nem instalava, já que parou no iPhone OS 3.1.3.

7. Papel de parede na tela de início. Dava para personalizar só a tela bloqueada. A imagem atrás dos ícones veio também no iOS 4, junto com as pastas de aplicativos.

A App Store não existia — e Jobs dizia que não fazia falta

8. App Store. Esta é a mais estranha de todas, vista de hoje.

O iPhone de 2007 saiu sem loja de aplicativos e sem qualquer forma oficial de instalar programas de terceiros.

A proposta de Steve Jobs era que desenvolvedores criassem aplicativos web, abertos dentro do Safari. Ele apresentou a ideia como a solução ideal na conferência de desenvolvedores da Apple, em junho de 2007.

A comunidade não aceitou. Surgiram lojas alternativas via jailbreak, o procedimento não autorizado que remove as travas do sistema. A Apple mudou de posição e abriu a App Store em 10 de julho de 2008, junto com o iPhone OS 2.0.

No Brasil, o primeiro iPhone nem foi vendido

O modelo de 2007 nunca teve venda oficial por aqui, nem homologação da Anatel. Quem tinha um trouxe dos Estados Unidos e recorria a desbloqueio para usar com chip nacional.

A estreia oficial veio só com o iPhone 3G, em 26 de setembro de 2008, por Claro e Vivo. Sem plano vinculado, os preços iam de cerca de R$ 1.900 a R$ 2.600, conforme a operadora e o armazenamento.

O teste dos dois anos no seu próprio aparelho

Vale medir a distância com um gesto simples. Pressione qualquer palavra desta matéria até aparecer o menu de seleção. Esse toque não existia em 2007 e custou dois anos de engenharia.

Outro comparativo: o iPhone original tinha 4 GB ou 8 GB de armazenamento e custava US$ 499 e US$ 599, respectivamente, com contrato de operadora nos Estados Unidos. Hoje um aparelho de entrada vendido no Brasil sai com 128 GB por menos de R$ 1.500 — dezesseis vezes mais espaço.

E fica o lembrete prático para quem compra importado repetindo a história de 2007: aparelho sem número de homologação da Anatel não tem garantia de assistência técnica no país e pode travar em caso de reclamação no Procon. O número aparece em Ajustes → Geral → Informações Legais e Regulatórias.

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