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O enfermeiro Diego Montandon, da USP de Ribeirão Preto, desenvolveu um app para ajudar idosos e pessoas com deficiência a serem efetivamente amparadas em situações de emergência. Chamada de e-SU, abreviatura de Plataforma Eletrônica de Socorro nas Urgências, a ferramenta visa auxiliar principalmente aqueles, dentro desses grupos, que moram sozinhos.

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O número, aliás, tanto de idosos e de pessoas com deficiência quanto destes que vivem sozinhos, não é irrelevante. De acordo com o IBGE, cerca de 12,5 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, seja ela visual, auditiva, motora ou intelectual, enquanto a população idosa chegou a 30 milhões de pessoas em 2017 — número que deve estar ligeiramente maior nos dias de hoje. E a quantidade de idosos que moram sozinhos é também significativa, somando 4,2 milhões de pessoas.

A partir disso, a motivação por trás do desenvolvimento do app foram as experiências do enfermeiro da USP no atendimento desses grupos. Muitas vezes, relata o enfermeiro da USP, era notável a ausência de autonomia dos pacientes no acionamento dos serviços de emergência e socorro. Depois disso, em sua pesquisa de mestrado, foi percebido também como isso dificultava um atendimento bem-sucedido, já que muitas vezes a comunicação não se realizava da melhor forma possível.

Como funciona o e-SU?

O e-SU surge, então, no projeto de doutorado de Diego Montandon como uma tentativa de resolver esses problemas. O que ele faz, basicamente, é traçar um perfil do usuário para facilitar sua comunicação com o SAMU. O usuário pode, além disso, enviar sua localização, fotos, vídeos e mensagens de texto para o serviço de socorro, justamente para que o atendimento seja o melhor possível.

Captura de tela do protótipo do app e-SU, que visa auxiliar idosos e pessoas com deficiência a entrar em contato com serviços de socorro

Reprodução/Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

Ainda em relação ao funcionamento do app, o enfermeiro da USP afirma que a plataforma se adapta às necessidades específicas do idoso e da pessoa com deficiência em situação de emergência. Embora o e-SU tenha acesso, na instalação, a informações relevantes para a teletriagem — como idade, localização, se a pessoa mora sozinha e se possui deficiência auditiva ou visual —, é possível preencher manualmente toda espécie de informação que possa ajudar no atendimento emergencial.

Infelizmente, entretanto, o app ainda não foi lançado. Apesar disso, e após ser aprovado tanto por peritos da área de desenvolvimento de software quanto pelo próprio público-alvo, o e-SU encontra-se atualmente em fase de registro na Agência USP de Inovação. Depois disso, o app continuará em testes para que a versão final seja desenvolvida e finalmente lançada.

Via Jornal da USP

Imagem: filadendron/iStock