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Diversos estudantes universitários da comunidade LGBT da China entraram em pânico ao descobrir, nesta terça-feira (07/07), que a gigante chinesa Tencent excluiu suas contas e conteúdos na sua rede social, o WeChat. A alegação da empresa é de que os perfis estariam causando “quebra de regras de informação” na internet, criando precedente para perseguição e censura de conteúdo gay.

Os estudantes, que preferiram não ser identificados devido à sensibilidade das questões, relataram que muitos sofreram a exclusão em simultâneo. “Eles nos censuraram sem qualquer aviso. Todos nós fomos apagados,” afirma um deles.

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A administração do WeChat não respondeu à exclusão das contas LGBT, e agora, o acesso a estes perfis permanece bloqueado. No lugar dos grupos, há um aviso que tais usuários “violaram regulamentações na administração de contas oferecendo informação pública na internet”. A rede social não emitiu outro comentário a respeito.

Na contramão do mundo, China classifica homossexualidade como doença psicológica

A China possui um vai e vem problemático em relação a identidades sexuais não heterossexuais. A homossexualidade foi classificada como transtorno mental no país até 2001, quando passou a ser legalizada. Porém, uma decisão judicial manteve a classificação de uma universidade chinesa, que listou a orientação sexual gay como “distúrbio psicológico”. A mesma definição, vale lembrar, foi removida da Organização Mundial de Saúde em 1990.

Segundo Darius Longarino, membro sênior do Centro de estudos chineses Paul Tsai, na Direito da Universidade de Yale, esta é mais uma medida cerceativa do governo chinês contra os direitos LGBT. “As autoridades sempre estiveram reduzindo o espaço disponível para defesa dos LGBTs e da sociedade civil num geral. Essa é só mais outra torcida no parafuso,” afirma.

A derrubada das contas e grupos de comunidades LGBT do WeChat é mais uma medida da censura chinesa para, infelizmente, aumentar a censura e o preconceito contra o grupo. A Administração do Ciberespaço da China, órgão regulador da liberdade digital, anunciou publicamente um esforço para “limpar a internet” e proteger menores de idade, derrubando grupos classificados como “má influência”.

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Via Reuters