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A RavPower, marca de carregadores, baterias e demais acessórios de celular, foi completamente removida da Amazon, sob a suspeita de criar resenhas falsas de seus produtos. Há pouco mais de um mês, o mesmo aconteceu com acessórios da Aukey e da Mpow, ambas também fabricantes de carregadores e power banks, levantando dúvidas acerca do motivo.

Quando esse primeiro banimento aconteceu, a Amazon não tinha confirmado se as marcas haviam sido de fato removidas da loja. Nesta semana, no entanto, a Amazon confirmou a remoção tanto dos produtos da Aukey e da Mpow, quanto dos acessórios da RavPower de seu site.

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Violação das regras

Embora não tenha oferecido nenhuma justificativa, a razão para o sumiço dos itens dessas empresas é provavelmente a criação de resenhas falsas. Principalmente no caso da RavPower. Isso porque um artigo do Wall Street Journal, datado de domingo (13/06), revelou que a RavPower oferece vales-presente para consumidores que avaliam positivamente seus produtos na Amazon.

A jornalista de tecnologia Nicole Nguyen, responsável pelo texto, afirmou que recebeu, junto do carregador rápido da marca que havia comprado pela Amazon, uma oferta de vale-presente no valor de US$ 35 (cerca de R$ 170, em conversão direta) se avaliasse o produto positivamente no site. Ontem (16/06) ela mostrou imagens do cartão que anunciava o vale-presente no Twitter:

Essa proposta, entretanto, vai contra a política de resenhas da Amazon, que proíbe expressamente compensações financeiras em troca de avaliações positivas. E no caso da RavPower, a loja online fez questão de ser ainda mais incisiva, aparentemente. Enquanto ainda é possível encontrar listados os produtos da Aukey, por exemplo, os acessórios da RavPower sumiram completamente da loja.

Além disso, o impacto dessa medida já pôde ser sentido. Outras duas empresas subsidiárias do Sunvalley Group, responsável pela RavPower, também foram banidas da Amazon por supostamente criar resenhas falsas. Em um comunicado oficial, aliás, a empresa-mãe afirmou que suas três subsidiárias banidas equivalem a 31% de seu rendimento total. Apesar de todas elas possuírem lojas online específicas, a situação não parece ser nada boa.

Resenhas falsas permanecem comuns

A Amazon tenta desde 2016 combater efetivamente as resenhas falsas em seu site. Nada mais justo, afinal, como consumidores, sabemos o quão importante é termos resenhas confiáveis de produtos que pretendemos comprar. Mas, embora a empresa tenha identificado e removido mais de 200 milhões delas em 2020, o volume desse tipo de trapaça permanece gigantesco. A diferença da quantidade de empresas que tentavam, de alguma forma, promover avaliações falsas entre 2020 e 2021 ilustra isso de maneira exemplar.

Nos primeiros três meses de 2020, segundo a Amazon, foram identificadas pouco mais de 300 empresas que usavam as redes sociais para inflar suas avaliações no site. No mesmo período deste ano, entretanto, a quantidade de empresas fazendo algo do tipo saltou para mais de 1000. Trata-se de um aumento realmente preocupante e que, infelizmente, exige que sejamos cada vez mais céticos em relação às avaliações em lojas online.

Via SlashGear e The Verge

Imagem: Sagar Soneji/Pexels