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A Arm anunciou nesta terça-feira (25/05) uma nova geração de GPUs (chips de vídeo) Mali, a primeira produzida com a arquitetura Armv9, que promete avanços significativos na tecnologia. As novas GPUs foram apresentadas com as CPUs Cortex-X2, Cortex-A710 e Cortex-A510. A nova linha é composta por três GPUs: a flagship Mali-G710, que promete melhorar o desempenho de jogo em 20% e consumir 20% a menos de energia; a intermediária Mali-G510, projetada como uma opção de médio porte para celulares mais acessíveis; e a G310, produzida para aparelhos básicos.

De acordo com a Arm, os novos chips para processamento gráfico trazem uma “flexibilidade sem precedentes”. A empresa britânica diz ter produzido as GPUs levando em conta pontos de desempenho e eficácia específicos para cada segmento de mercado e dispositivo de consumo. “Cada GPU é um componente-chave das nossas novas soluções de computação total, todas otimizadas de forma sistemática”, explica o diretor de marketing Andy Craigen, no blog da empresa.

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Carro-chefe da nova linha, a Mali-G710 apresenta melhorias no núcleo gráfico que garante aumento de 20% em potência e eficiência energética e um desempenho de aprendizado de máquina 35% superior em comparação ao antecessor Mali-G78. Trata-se de um pulo considerável quando equiparado à atualização do G78 para o G77, que teve evolução de 17% em desempenho de jogos, 10% em otimização de energia e 15% no aprendizado de máquina.

Infográfico para chip da ARM, Mali-G710

Foco no desempenho de jogos

Melhorar a qualidade gráfica em jogos era a principal preocupação da Arm na produção das novas GPUs como a Mali-G710. Para aprimorar a densidade de desempenho, a empresa britânica reconfigurou a estrutura da GPU com núcleos mais largos e um motor de execução mais eficiente. Por conta do tamanho, no entanto, o número possível de núcleos (shader cores, em inglês) teve que ser reduzido, em relação ao G78, de 24 para 16.

Outra mudança estrutural na Mali-G710 foi a introdução de um front-end de fluxo de comando (CSF, na sigla em inglês) no lugar do antigo agendador de tarefas das GPUs. O CSF trabalhará com as CPUs para manipular e alocar tarefas relacionadas ao chip gráfico. O novo chip gráfico também apresenta redução de latência e melhorias no Vulkan, o firmware da GPU, além de prometer a entrega de 5 milhões de chamadas por segundo.

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Um modelo mais simples da Mali-G710, chamado de G610, também foi apresentado pela Arm. As especificações são as mesmas, mas o irmão menos avançado traz opções entre um e seis núcleos, enquanto o premium apresenta entre sete e 16.

Chips mais básicos

Descendo na escala, a Arm apresentou a Mali-G510, sucessor do G57. O chip intermediário oferece, segundo a empresa, um aumento de 100% em desempenho e aprendizado de máquina e 22% em eficiência energética. Anteriormente, o G57 foi encontrado em smartphones como o Redmi Note 9T e o Realme X7, o que indica o tipo de segmento almejado pela Arm com estes chips de médio porte.

Infográfico para chip da ARM, Mali-G510

Por último, a Mali-G310, o chip menos potente na nova linha, promete oferecer grandes melhorias de desempenho em relação ao antecessor G31. Segundo a Arm, a proporção de evolução é de 6 vezes quanto à performance de texturização, 4,5 vezes quanto ao desempenho do Vulkan e 2 vezes no processamento da interface do Android. Ela também se beneficia das mudanças nas microarquiteturas das últimas três gerações de GPU.

Infográfico para chip da ARM, Mali-G310

Os smartphones equipados com as novas GPUs da Arm devem chegar ao mercado no início de 2022. Saiba mais sobre as GPUs no site da empresa britânica.

Via Android Authority