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Segundo um relatório publicado ontem, a equipe de segurança do Facebook identificou e neutralizou dois grupos de hackers atuando do Oriente Médio. O alvo dos hackers palestinos eram usuários que eles tentavam enganar para baixar malware pelo Facebook para roubar dados. Os aparelhos visados eram Android, iOS e Windows.

Como David Agranovich, diretor de interrupção de ameaças do Facebook, disse por telefone à Motherboard: “Para nós, isso pareceu campanhas visando comprometer aparelhos das pessoas, principalmente para vigilância”.

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Uma dessas campanhas de hackers foi ligada ao grupo de inteligência Serviços de Segurança Palestina (SSP) do Fatah, o partido no comando da Cisjordânia. O outro grupo, chamado Arid Viper, atuava da Faixa de Gaza, e segundo outros pesquisadores de segurança, está ligado ao Hamas. Mas como a equipe de segurança do Facebook declarou, “não podemos confirmar conclusivamente [essa informação] com base nas nossas evidências”.

Alvos internos

O grupo de hackers ligado ao SSP tinha como alvos jornalistas, opositores do governo do Fatah e ativistas de direitos humanos em territórios na Cisjordânia, além de Turquia, Líbano e Líbia. Os hackers também tinham como alvo membros da oposição na Síria e do exército iraquiano.

Já o Arid Viper estava tentando enganar usuários do FB a serviço da Autoridade Nacional Palestina, Fatah, do próprio SSP, ministérios, grupos de estudantes e funcionários do governo. Através de 41 contas falsas no Facebook e Instagram, os hackers palestinos tentavam fazer esses alvos acessarem sites falsos e baixar malwares de aplicativos populares de mensagem, apps bancários e de namoro, além de criar um app falso de chat chamado MagicSmile.

Em resposta aos pedidos de comentário da Motherboard sobre o caso, um porta-voz do Google escreveu: “trabalhamos com outros na indústria, incluindo o Facebook, para rastrear perpetradores de ameaças. Nesse caso, derrubamos domínios associados, adicionamos os domínios à nossa lista negra de Navegação Segura, e desabilitamos as contas associadas”.

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No começo de abril, o Facebook já tinha relatado uma grande operação para banir criadores de deepfakes e uma fazenda de trolls que usavam a plataforma para disseminar desinformação.

Imagem: Raimond Klavins / Unsplash