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O Apple Music paga o dobro por stream de música em relação ao Spotify, conta o Wall Street Journal, c Apple. Apesar de pserviços de streaming de música muitas vezes custarem o mesmo preço final para o usuário, o quanto cada artista vai receber pelo seu trabalho varia muito, como prova essa diferença entre o Apple Music e o Spotify.

O veículo teria obtido um documento da gigante de Cupertino no qual a relação contratual com os artistas é descrita, incluindo informações de pagamento. O Apple Music pagaria, em média, US$ 0,01 (R$ 0,05 em conversão direta hoje, 16/04) por execução de faixa, enquanto o Spotify tem pagamentos que variam de US$ 0,003 a US$ 0,005. As plataformas, porém, angariam receitas de forma diferentes.

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Apple Music paga o dobro que o Spotify, mas existem outros fatores

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Spotify pode ser utilizado gratuitamente, mediante anúncios. São as propagandas que custeiam os consumidores que não possuem assinatura. Já usuários Premium não veem anúncios, mas depositam mensalmente valores para a plataforma. O Apple Music não possui modalidade gratuita, exigindo pagamentos de todos os seus usuários. Infelizmente não é possível comparar a base de usuários entre os serviços, já que a Apple há muitos anos se limita a dizer que o seu serviço “ultrapassou a marca de 60 milhões de assinantes”.

Outros números interessantes do documento revelam que a Maçã repassa 52% do que recebe com as assinaturas para artistas e gravadoras. Os outros 48% vão para custos de infraestrutura e receitas do serviço. Por mais que para os usuários seja muito mais uma questão de conveniência escolher um serviço, não seria nada surpreendente se algum artista revelasse que o pagamento em dobro do Apple Music por stream em relação ao Spotify tornasse a plataforma mais interessante para ele. Aliás, isso já aconteceu.

Caso Taylor Swift

A artista pop Taylor Swift, na década passada, mexeu com o mercado musical ao retirar seus álbuns não apenas do Spotify como de vários outros serviços. Na ocasião, seus trabalhos ficaram disponíveis apenas no Apple Music, e a cantora deixou claro que o motivo de sua decisão envolvia a valorização do seu trabalho.

Mesmo assim, a cantora usou da sua posição para alertar que a plataforma estaria criando uma “janela” de ingresso na qual os artistas ficariam os três meses iniciais sem receber pelos streams. A crítica pública de Taylor Swift “sensibilizou” Tim Cook, que aboliu a prática. Hoje, as músicas da cantora já retornaram para todos os principais players do mercado.

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Via Apple Insider

Imagem: Freestocks-photos/Pixabay