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O Spotify removeu 42 episódios do podcast The Joe Rogan Experience, um dos talk shows mais populares (e mais detestados; veja a seguir) na plataforma. Em maio do ano passado, o comediante e comentarista de MMA vendeu seu programa para a empresa por US$ 100 milhões.

Entre os episódios removidos pelo Spotify, há quatro com o comediante Chris D’Elia e seis com o teórico conspiratório David Seaman. D’Elia, 41, é acusado pela Justiça americana de aliciar menores de idade nas redes sociais. Já Seaman é conhecido por plantar a teoria do Pizzagate, um boat de extrema direita nascido durante as eleições de 2016 que acusava a então candidata democrata Hillary Clinton de comandar uma rede de pedofilia no subsolo de um restaurante em Washington.

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Durante um episódio recente com o convidado Fahim Anwar, Rogan chegou a comentar sobre os episódios apagados. “Eles [do Spotify] não me deram momentos difíceis”, disse o âncora de podcasts. “Houve alguns episódios que eles não queriam em sua plataforma e eu disse ‘OK, não me importo’.”

Alguns episódios do podcast sequer foram transferidos para o Spotify devido ao conteúdo de extrema direita. Entre eles, estão as conversas com Gavin McInnes, fundador do grupo neofascista Proud Boys, e Alex Jones, teórico conspiratório e proprietário do site InfoWars. Até o momento, o podcast “The Joe Rogan Experience” tem 1.632 episódios gravados, sendo que menos de 3% deles foram removidos pelo Spotify.

Reputação duvidosa

Embora adote um discurso neutro quanto à remoção dos episódios, Rogan se tornou famoso por compartilhar informações incorretas e entrevistar convidados problemáticos em seu podcast. No ano passado, por exemplo, o comentarista de MMA atribuiu a autoria dos incêndios florestais em Portland a “ativistas de esquerda” e alegou que a identidade transgênero era “um contágio social”.

A remoção de conteúdo mais recente ocorreu na terça-feira passada (6/4), quando dois episódios, um deles com o criador do “café bulletproof”, David Asprey, foram apagados. Asprey é conhecido por disseminar uma falsa informação científica de que o ser humano pode viver até 180 anos se submetido a um tratamento de injeção de células-tronco.

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Via The Wrap

Imagem: Austin Distel/Unsplash/CC