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Na última sexta-feira, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou no diário oficial sua Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial. A portaria visa, diz o documento, “nortear as ações do Estado brasileiro em prol do fortalecimento da pesquisa, desenvolvimento e inovações de soluções em Inteligência Artificial, bem como, seu uso consciente [e] ético”.

Paulo Alvim, secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTI, disse ao site do governo federal que o ministério fez um questionário qualitativo com especialistas da área de IA para elaborar a portaria, além de uma consulta pública digital com cerca de mil contribuições de dezembro do ano passado até março de 2020. “A grande relevância e a amplitude de impactos da IA têm levado inúmeros países a desenvolver políticas, estratégias ou planos para lidar com essa temática. No Brasil estamos trabalhando mais fortemente nisso desde 2009”, afirmou o secretário.

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Já o chefe do MCTI, o astronauta Marcos Pontes (e o nome dele está escrito exatamente assim no site do governo), chamou a publicação da Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial de “realização de um sonho”. Segundo o ministro astronauta: “Começamos buscando editais para criar oito centros de inteligência artificial no país, dos quais já vamos entregar os primeiros quatro”.

Alguns dos objetivos mencionado na portaria são: promover investimentos em pesquisa e desenvolvimento em IA, remover barreiras à inovação, treinar profissionais para o ecossistema da área, e estimular a inovação e o desenvolvimento da “IA brasileira”.

O documento da Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial não esclarece como o MCTI pretendem “fortalecer” a pesquisa de IA no Brasil. Nos últimos anos, os cortes de orçamento em pesquisa científica feitos pelo governo federal já prejudicam o Brasil em áreas bem mais urgentes que de IA, como na resposta ao Covid-19.

Imagem: Laura Musikanski (Pexels)

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