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A Universidade do Sul da Califórnia (USC) fez um estudo comprando anúncios de ofertas de empregos no Facebook e LinkedIn, e analisando para qual demografia esses anúncios eram mostrados. Enquanto no LinkedIn os pesquisadores não encontraram diferença na aparição dos anúncios entre homens e mulheres, no Facebook eles descobriram que o algoritmo da plataforma podia discriminar gêneros no direcionamento dos anúncios.

Num dos casos do estudo, os pesquisadores publicaram anúncios procurando motoristas para a pizzaria Domino’s e motoristas para o serviço de entrega de mercado Instacart, sem definir demografia. A Domino’s tem mais motoristas homens, enquanto o Instacart tem mais motoristas mulheres, segundo os pesquisadores. O que eles descobriram foi que o algoritmo do Facebook mostrava os anúncios de motorista para a Domino’s para mais homens e os anúncios do Instacart para mais mulheres.

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Em outro caso, um anúncio para engenheiro de software para a Nvidia e outro para vendedor de carros foram direcionados para mais homens. Enquanto isso, um anúncio procurando engenheiro de software para Netflix e outro para vendedor de joias foram direcionados para mais mulheres.

Como o Facebook faz segredo sobre como seu direcionamento de anúncios realmente funciona, não ficou claro se o algoritmo da companhia consegue descobrir qual a demografia própria de cada tipo de trabalho.

Em seu relatório, os pesquisadores da USC escreveram: “O direcionamento de anúncios do Facebook pode distorcer a entrega desses anúncios por gênero além do que pode ser legalmente justificado por possíveis diferenças de qualificação. Isso fortalece argumentos já levantados de que os algoritmos de direcionamento de anúncios do Facebook podem estar violando leis sobre discriminação de gênero”.

Tom Channick, porta-voz do Facebook, disse num e-mail para o The Verge que o sistema da companhia leva muitos sinais em conta para tentar descobrir em que tipo de anúncios os usuários estão interessados. “Mas entendemos as preocupações levantadas pelo relatório”, ele escreveu. Ele acrescentou que o Facebook tem equipes trabalhando na distribuição justa de anúncios, e que a companhia sempre trabalha com reguladores e acadêmicos em questões do tipo.

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Atualmente, o Facebook é investigado nos EUA sob acusação de racismo sistêmico na contratação de seus funcionários.

Imagem: Kindel Media (Pexels)