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A semana começou com uma verdadeira bomba. Segundo uma reportagem do Business Insider, dados de 533 milhões de usuários do Facebook, incluindo 8 milhões de brasileiros e até o próprio Mark Zuckerberg, criador da plataforma, foram vazados em um site hacker. O golpe teria afetado usuários da rede social em 106 países, incluindo, além do Brasil, Estados Unidos (32 milhões de pessoas), Reino Unido (11 milhões) e Índia (6 milhões).

O responsável pela denúncia foi Alon Gal, CTO da Hudson Rock, empresa especializada em crimes cibernéticos. “Um banco de dados desse tamanho, contendo as informações privadas, como números de telefone de muitos usuários do Facebook, certamente levaria a malfeitores tirando vantagem dos dados para realizar ataques de engenharia social ou tentativas de hacking”, comentou.

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Segundo o especialista, os criminosos cibernéticos vazam esses dados com a intenção de expor praticamente toda a privacidade dos usuários, incluindo, além do ID do Facebook, informações que podem ser usadas por bandidos para praticar golpes, como nome completo, data e local de nascimento, biografias e, em alguns casos, endereços de e-mail. Alon Gal rotulou o incidente de “enorme quebra de confiança e disse que a rede social “tem obrigação” de alertar os usuários para que fiquem atentos a possíveis golpes de phishing, agora que os dados foram vazados.

Facebook se defende

De acordo com o Facebook, o incidente citado pelo especialista da Hudson Rock “é antigo e já foi corrigido”. Em entrevista para o CNN Business, Andy Stone, porta-voz da empresa, explicou o ocorrido. “Esses são dados antigos, que foram relatados anteriormente em 2019. Encontramos e corrigimos esse problema em agosto de 2019. Removemos a capacidade das pessoas de encontrar outras pessoas diretamente usando seu número de telefone no Facebook e no Instagram”, reforçou.

Independentemente de ter ocorrido recentemente ou em 2019, como argumentou a porta-voz do Facebook, fato é que a rede social já foi vítima de hackers que vazam dados de milhões de usuários em outras oportunidades. Em 2016, a Cambridge Analytica usou os dados de 80 milhões de usuários para direcionar os eleitores com anúncios políticos nas eleições dos Estados Unidos. Dois anos mais tarde, uma brecha no sistema de segurança permitiu que 29 milhões de usuários tivessem suas informações expostas livremente.

E, de toda forma, as consequências para quem teve seus dados vazados são meio um prêmio de consolação. Os dados podem ser antigos, mas estão à venda agora. Será que a maioria das pessoas afetadas mudaram de telefone, e-mail e endereço desde 2019?

Via MacRumors

Imagem: Pexels/Pixabay/CC