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Após diversas ordens do governo, a Apple removeu mais de 94 mil jogos da App Store da China. O número exato de apps não foi especificado, mas de acordo com o Wall Street Journal, a maior parte é constituída de jogos pagos, que segundo uma revisão da legislação nacional chinesa de 2016, devem ser obrigatoriamente licenciados pelo governo antes de serem oferecidos ao público.

Em outras palavras: mais jogos podem acabar rodando por lá.

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apple removeu jogos china

Em obediência a normas do governo, Apple removeu vários jogos da App Store chinesa (Imagem: hzrth/Shutterstock)

A empresa em si comentou o caso: “A Apple estuda esses pedidos com muito cuidado sempre que nós os recebemos”, disse um porta-voz da empresa ao Wall Street Journal. “Ainda que as decisões finais sejam, às vezes, contrárias aos nossos desejos, nós acreditamos que nossos consumidores são melhor servidos quando nos mantemos alinhados com o país, oferecendo a eles acesso a produtos que promovam a expressão pessoal junto de padrões mundiais de proteção de dados”.

Os números removidos da loja do iOS na China podem variar, mas é inegável que a Apple sofreu impactos com a lei, de 2016 para cá: apenas em 2020, o faturamento da empresa de Cupertino para jogos da App Store na China foi de US$ 13 bilhões (R$ 67,6 bilhões, na conversão direta) – um crescimento de 14% em relação ao ano anterior. Entretanto, o ano de 2019 também trouxe crescimento de 21% em relação a 2018 na mesma métrica, então é evidente que houve uma perda.

Se jogos que cobram dinheiro não soa censura, há um caso mais direto. Em um passado recente, a Apple também concordou em remover uma série de aplicativos pagos de VPN (sigla em inglês para “rede virtual privada”) da loja chinesa do iOS. Internautas chineses comumente usam VPNs para contornar restrições de acesso – o chamado Grande Firewall da China, o massivo esquema de censura e vigilância da internet mantido pelo países. Com o VPN, conseguirem abrir sites de plataformas banidas pelo governo local, como Twitter, Google e Facebook.

Fonte: Wall Street Journal

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