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Sexta-feira passada, dia 4 de dezembro, mais de 400 funcionários do Google e diversos acadêmicos publicaram uma carta aberta depois da demissão da cientista negra Timnit Gebru, uma das líderes da Equipe de Inteligência Artificial Ética da companhia. Segundo o documento, a demissão de Gebru pelo Google representa uma “censura de pesquisa sem precedentes”.

Segundo Gebru disse ao NRP, ela e os colegas estavam trabalhando num artigo científico examinando as implicações ambientais e éticas de uma AI usada pelo Google e outras companhias de tecnologia. A ferramenta em questão escaneia grandes quantidades de informação na internet e produz textos como se fossem escritos por um humano. A pesquisa descobriu que a AI poderia começar a imitar discurso de ódio, e também alertava sobre o custo energético de usar modelos de AI de escala tão gigante.

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Gebru ameaçou se demitir quando a chefia do Google exigiu que ela derrubasse o artigo ou tirasse os nomes dos funcionários da companhia como autores. Depois disso, a cientista mandou um e-mail para um grupo interno da companhia, reclamando sobre as supostas promessas vazias do Google de aumentar a diversidade dentro da empresa. Na carta aberta, os signatários apontam que o Google atualmente emprega apenas 1,6% de mulheres negras.

“Atitudes defensivas, racismo, gaslighting, censura de pesquisa e demissão”

A cientista disse que em vez de abrir um diálogo sobre essas questões, o Google preferiu demiti-la sumariamente. Segundo a carta: “Em vez de ser abraçada pelo Google como uma colaboradora talentosa e prolífica, Gebru teve que encarar atitudes defensivas, racismo, gaslighting, censura de pesquisa e demissão como retaliação”. Agora, os signatários da carta pedem que a liderança do Google explique para a equipe de Inteligência Artificial antes liderada por Gebru por que o artigo dela foi “unilateralmente rejeitado”.

O Google ainda não respondeu a carta.

Via NPR

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